"Mundo Zira"
Endereço: CCBB – Espaço Anexo
Funcionamento: Todos os dias, das 9h às 20h, exceto às terças (16/08/25 a 27/10/25)
Ingressos: Gratuito
Funcionamento: Todos os dias, das 9h às 20h, exceto às terças (16/08/25 a 27/10/25)
Ingressos: Gratuito
“Meme: No Brasil da Memeficação”
Endereço: CCBB – Prédio Histórico - Subsolo, 4º, 3º, 2º e 1º andares e Térreo
Funcionamento: Todos os dias, exceto às terças, das 9h as 20h (27/08/25 a 03/11/2025)
Ingressos: Gratuito
Funcionamento: Todos os dias, exceto às terças, das 9h as 20h (27/08/25 a 03/11/2025)
Ingressos: Gratuito
O CCBB São Paulo recebe duas exposições que dialogam diretamente com o imaginário contemporâneo brasileiro: “Mundo Zira” e “Meme: No Brasil da Memeficação”. Juntas, elas transformam o centro cultural em um espaço onde arte, comportamento digital, humor e crítica social se encontram.
“Mundo Zira” apresenta ao público o universo criado pela artista Zira, marcado por cores vibrantes, personagens fantasiosos e uma estética que mistura cultura pop, influências urbanas e elementos lúdicos. A exposição convida os visitantes a entrar em um verdadeiro “multiverso artístico”, no qual instalações, desenhos, esculturas e projeções formam ambientes imersivos. A proposta é despertar a curiosidade e estimular a leitura visual de um mundo imaginário que reflete, de forma simbólica, temas como identidade, afeto, pertencimento e liberdade criativa.
Já “Meme: No Brasil da Memeficação” investiga um fenômeno que se tornou linguagem universal nas redes: o meme. Reunindo vídeos, imagens, painéis interativos e conteúdos que marcaram a cultura digital brasileira, a mostra analisa como o humor online se transformou em ferramenta de expressão, crítica política, mobilização social e comunicação instantânea. A exposição apresenta desde memes clássicos até produções atuais, revelando como essa forma de comunicação se enraizou no cotidiano, moldando comportamentos e até influenciando debates públicos.
Exposição “Mundo Zira” – Uma imersão na obra de Ziraldo no CCBB São Paulo
A exposição “Mundo Zira”, em cartaz no Anexo do Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo, convida o público a embarcar em uma jornada interativa pelas criações mais marcantes de Ziraldo, um dos maiores nomes da literatura, do humor gráfico e da ilustração no Brasil. A mostra reúne áreas temáticas dedicadas a clássicos como Flicts, O Menino Quadradinho, A Turma do Pererê e O Menino Maluquinho, transformando o espaço expositivo em um território de cor, movimento e imaginação.
Com um design expositivo que combina projeções, painéis interativos e artes gráficas, o “Mundo Zira” foi concebido para ampliar o envolvimento do visitante. Crianças e adultos percorrem ambientes que estimulam a criatividade, o brincar e a releitura da obra de Ziraldo, com atividades que permitem experimentar, cocriar e personificar elementos visuais do autor. Cada núcleo apresenta uma leitura sensível e contemporânea da produção do artista, conectando sua linguagem lúdica com as tecnologias de imersão atuais.
Ziraldo Alves Pinto
(Caratinga – MG, 24/10/1932 – Rio de Janeiro – RJ, 06/04/2024)
foi artista gráfico, humorista, escritor, ilustrador, caricaturista, dramaturgo e jornalista. Sua vasta contribuição à cultura brasileira rendeu prêmios no país e no exterior, incluindo o Prêmio Ibero-americano de Humor Gráfico Quevedos, reconhecimento à relevância social e artística de sua obra e sua ampla repercussão internacional.
Destaques da experiência imersiva
• Flicts – Regendo cores
Uma grande projeção interativa transforma o visitante em maestro, fazendo as páginas do clássico Flicts dançarem ao som da melodia composta por Sérgio Ricardo em 1972. Publicado em 1969, Flicts narra a jornada de uma cor que busca seu lugar no mundo — uma obra inovadora para sua época, admirada por Carlos Drummond de Andrade e até citada por Neil Armstrong, que confirmou que “a lua é Flicts”.
• O Menino Maluquinho – Jogo das combinações
Painéis sensíveis ao toque permitem ao público misturar partes dos personagens da turma do Menino Maluquinho, criando figuras novas e divertidas. Lançado em 1980, o livro tornou-se um fenômeno cultural, ganhando versões para cinema, TV, teatro, HQ e até ópera.
• O Menino Quadradinho – Balões de fala
Páginas ampliadas da obra convidam o visitante a colar balões de fala e criar diálogos próprios. O livro, de 1989, é uma homenagem aos quadrinhos que inspiraram o jovem Ziraldo — e, possivelmente, sua “autobiografia ilustrada”.
• Onomatopeias – Barulho tem cor?
Em uma área sensorial, basta pisar em pontos de luz no chão para que surgirem na parede as famosas onomatopeias coloridas que marcaram sua produção gráfica.
• Pintura digital – Pintar sem tintas
Mesas interativas permitem colorir desenhos do artista em telas digitais, explorando combinações cromáticas com apenas um toque.
• Turma do Pererê – Esconde-esconde virtual
Numa Mata do Fundão projetada, os visitantes procuram os personagens da primeira HQ genuinamente brasileira, publicada por Ziraldo em 1960. A obra, inovadora e ecológica, vendeu mais de 120 mil exemplares por mês no auge.
Atividades especiais da programação
14/10 – Oficina Criativa: Tecnologia e experiência interativa em exposições
Com o artista e designer Daniel Morena, a oficina revela os bastidores da criação tecnológica da mostra. Sensores, programação, realidade aumentada e processos de design interativo são apresentados ao público, que acompanha desde a concepção até a implementação das experiências digitais.
Horários: 11h e 15h
Local: Espaço Anexo – Térreo e 1º andar
Capacidade: 26 pessoas por horário
Entrada gratuita, mediante agendamento
18 e 26/10 – Exibição do filme “Ziraldo: Era uma vez um menino”
O documentário revisita a trajetória do artista por meio de entrevistas e imagens de arquivo. Em 97 minutos, Ziraldo revisita sua carreira, seus processos criativos, sua família, suas crenças e o Brasil que ajudou a retratar.
Local: Cinema – 1º andar do Prédio Histórico
Horário: 11h
Entrada gratuita, com retirada de ingressos no site do BB ou na bilheteria
Patrocínio e realização
A exposição “Mundo Zira” conta com patrocínio da BB Asset e incentivo da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).
Fonte: CCBB
O Meme Antes do Meme – Uma arqueologia da zoeira brasileira no CCBB São Paulo
A exposição “O Meme Antes do Meme”, em cartaz no CCBB São Paulo, investiga a força dos memes como linguagem cultural que ultrapassa a internet e molda formas de pensar, sentir e agir no Brasil contemporâneo. Com curadoria de Ismael Monticelli e Clarissa Diniz, a mostra propõe uma imersão crítica e afetiva na imaginação memética brasileira — entendendo o meme como dispositivo de memória, disputa simbólica, criação coletiva e crônica do nosso tempo.
Organizada em cinco núcleos temáticos, além de um prólogo e um epílogo, a exposição reúne uma cenografia imersiva e um conjunto plural de linguagens: vídeos, neons, esculturas, roupas, quadrinhos, pinturas, objetos, backlights, instalações sonoras e experiências interativas. O percurso físico se expande também para o digital, por meio de ações em parceria com o perfil @newmemeseum, criando pontes entre o museu e as redes sociais.
Prólogo – Alisa meu pelo
O percurso começa com o meme “Alisa meu pelo” (2017), que transformou a onça da nota de R$ 50 em símbolo de afeto, carência e humor coletivo. A sala apresenta onças táteis de diversos materiais, convidando ao toque e ativando o gesto participativo que fez o meme viralizar. A ambientação reforça a potência simbólica dessa criatura reinventada pela internet brasileira. Participam da criação das peças os artistas José Francisco Afrânio, Jorge Gomes e Vinicius Vaitsmann.
1. Ao pé da letra
Este núcleo explora o descompasso entre texto e imagem — o motor essencial de muitos memes. São jogos semânticos, literais e irônicos que revelam como emojis, dublagens, bordões digitais, gírias da internet (como tiopês e pajubá) e estruturas como o snowclone reconfiguram sentidos e desnaturalizam convenções sociais.
2. A hora dos amadores
Inspirado pela capa da Time (2006), que declarou “você” como personalidade do ano, o núcleo celebra a emergência do amador como protagonista cultural. No Brasil das desigualdades, os memes tornam-se ferramentas de presença e resistência — narrativas feitas com poucos recursos, mas muita sagacidade.
Aqui, o amadorismo é potência criativa e gesto político.
3. Da versão à inversão
Neste núcleo, a cópia vira crítica. Paródias, imitações e montagens revelam como a linguagem memética subverte originais: trocas de palavras, recortes, dublagens, inversões de papéis e performances que brincam com identidade, gênero, aparência e representação.
Como no carnaval, a inversão produz riso — e também reflexão social.
4. O eu proliferado
Este núcleo investiga a explosão do “eu” nas redes. A internet se torna palco de autoperformance: selfies, dancinhas, personagens, relatos íntimos, confissões públicas. Ao mesmo tempo em que afirma identidades antes invisibilizadas, essa dinâmica revela a mercantilização da autoestima e o impacto subjetivo da hiperexposição. O “eu” é potência — mas também armadilha.
5. Combater ficção com ficção
A polarização política e a disputa por narrativas marcam este núcleo final. Memes podem sintetizar críticas, revelar contradições e enfrentar discursos autoritários — mas também podem espalhar desinformação, reforçar estigmas e operar como armas simbólicas.
A curadoria questiona: qual é a ética possível do riso em tempos de radicalização?
Epílogo – Memes: o que são? Onde vivem? Do que se alimentam?
O percurso termina com perguntas — não com respostas. Em parceria com a equipe do #MUSEUdeMEMES (UFF), coordenada por Viktor Chagas, o epílogo apresenta 10 entrevistas em vídeo com criadores brasileiros, como Gregório Duvivier e Malfeitona, refletindo livremente sobre o que é, afinal, um meme. Aqui, o meme é apresentado como uma entidade fluida, híbrida e mutante, que atravessa mídias, gerações e sensibilidades.
Fonte: CCBB.




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